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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Etanol Sem Fronteira

         Websérie produzida pela Petrobras sobre o etanol.

      Primeiro episódio Etanol sem fronteira:


 Confira mais episódios aqui.

  Postado por: Suelen Gomes

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Etanol

    O etanol (CH3 CH2OH), também chamado álcool etílico e, na linguagem corrente, simplesmente álcool, é uma substância orgânica obtida da fermentação de açúcares, hidratação do etileno ou redução a acetaldeído, encontrado em bebidas como cerveja, vinho e aguardente, bem como na indústria de perfumaria. No Brasil, tal substância é também muito utilizada como combustível de motores de explosão, constituindo assim um mercado em ascensão para um combustível obtido de maneira renovável e o estabelecimento de uma indústria de química de base, sustentada na utilização de biomassa de origem agrícola e renovável.
    O etanol é muito importante no meio médico, onde é utilizado, bem como outros álcoois também são, no extermínio de vida microbiana nociva, que poderia piorar o estado dos doentes. É usado também na produção de biodiesel, onde o óleo da mamona reage com o etanol, gerando éster etílico e glicerina.Há utilização também na produção de bebidas alcoólicas e de produtos farmacêuticos e de perfumaria.

Fonte:Wikipédia
Postado por: Pedro Ledo Gualdi

Int apresenta panorama do biocombustível nos últimos 90 anos

    Na terça-feira (16), o ciclo de palestras Terças Tecnológicas tem uma edição especial, com o tema do carro a álcool ao bioquerosene de aviação. A edição integra a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) e as comemorações dos 90 anos do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI).
    O diretor do INT, o engenheiro de produção Domingos Naveiro, mostrará a trajetória das pesquisas em biocombustíveis realizadas pelo instituto. A atividade, gratuita, será realizada no instituto, no Rio de Janeiro.
Já na década de 1920, o INT, então chamado de Estação Experimental de Combustíveis e Minérios (EECM), avaliava o uso do álcool em motores automotivos. Um Ford de quatro cilindros foi preparado para os testes. Em agosto de 1925, percorreu 230 km em uma corrida no Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro, na primeira prova automobilística realizada pelo Automóvel Clube do Brasil. No mesmo ano, o carro fez os percursos Rio-São Paulo, Rio-Barra do Piraí e Rio-Petrópolis. O combustível era álcool etílico hidratado a 70% (com 30% de água).
    De lá para cá, foram inúmeras as soluções encontradas pelos pesquisadores para a utilização de biocombustíveis. Na década de 1930, eles viabilizaram a mistura do álcool com a gasolina importada, que passou a ser obrigatória, na porcentagem de 5% a 10%. No mesmo período, o instituto realizaria as primeiras pesquisas para a produção de biodiesel, a partir de oleaginosas nativas como a mamona e o dendê.
    Em momentos difíceis da nossa economia, o INT gerou alternativas como a tecnologia do gasogênio, usado como substituto da gasolina durante a Segunda Guerra Mundial, e a viabilização da mistura do álcool à gasolina, a partir da crise do petróleo, na década de 1970.

Novos biocombustíveis

As pesquisas continuam gerando resultados e inovação. Uma das linhas é o etanol de segunda geração. O processo transforma a celulose do bagaço e da palha da cana em açúcares fermentáveis, que são convertidos em etanol. As mesmas usinas que já produzem o açúcar e o álcool de primeira geração podem assim aproveitar a biomassa residual, aumentando sua produtividade.
Os trabalhos também abarcam pesquisas para a produção de hidrogênio de etanol e gás natural, além de biocombustíveis de diversas oleaginosas. Em outra linha, estão sendo desenvolvidos novos biocombustíveis para substituição do querosene usado pelos aviões.

Postado por: Vitória Sant'Anna

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Energia Renovável

Energia renovável é aquela originária de fontes naturais que possuem a capacidade de regeneração (renovação), ou seja, não se esgotam. 

Como exemplos de energia renovável, podemos citar: energia solar, energia eólica (dos ventos), energia hidráulica (dos rios), biomassa (matéria orgânica), geotérmica (calor interno da Terra) e mareomotriz (das ondas de mares e oceanos).

Ao contrário dos combustíveis não-renováveis (como os de origem fóssil, por exemplo), as fontes de energias renováveis, no geral, causam um pequeno impacto (poluição, desmatamento) ao meio ambiente. Portanto, são excelentes alternativas ao sistema energético tradicional, principalmente numa situação de luta contra a poluição atmosférica e o aquecimento global.

  • Energia Solar


                painel solar - energia solar

    Energia solar é aquela proveniente do Sol (energia térmica e luminosa). Esta energia é captada por painéis solares, formados por células fotovoltáicas, e transformada em energia elétrica ou mecânica. A energia solar também é utilizada, principalmente em residências, para o aquecimento da água. 
    A energia solar é considerada uma fonte de energia limpa e renovável, pois não polui o meio ambiente e não acaba.
    A energia solar ainda é pouco utilizada no mundo, pois o custo de fabricação e instalação dos painéis solares ainda é muito elevado. Outro problema é a dificuldade de armazenamento da energia solar.
    Os países que mais produzem energia solar são: Japão, Estados Unidos e Alemanha

  • Energia Eólica

                   


     Energia eólica é aquela gerada pelo vento. Desde a antiguidade este tipo de energia é utilizado pelo homem, principalmente nas embarcações e moinhos. Atualmente, a energia eólica, embora pouco utilizada, é considerada uma importante fonte de energia por se tratar de uma fonte limpa (não gera poluição e não agride o meio ambiente). 
    Grandes turbinas (aerogeradores), em formato de cata-vento, são colocadas em locais abertos e com boa quantidade de vento. Através de um gerador, o movimento destas turbinas gera energia elétrica. 
Atualmente, apenas 1% da energia gerada no mundo provém deste tipo de fonte.
    Porém, o potencial para exploração é grande. Atualmente, a capacidade eólica mundial é de 238,4 GW (Gigawatts).

  •  Energia Hidrelétrica

                       

    A grande parte da energia elétrica produzida no Brasil é gerada por usinas hidrelétricas, isso porque o país  é rico em rios com grandes extensões, caudalosos, e correndo sobre planaltos e de depressões.
    O custo de investimento é bastante caro, por causa das obras de grande porte, principalmente para abastecer a Região Sudeste, por ser a mais industrializada é a que consome mais energia.
    A principal fonte de energia elétrica do Brasil é a energia hidráulica. Ela é bastante utilizada na geração de eletricidade. As usinas hidrelétricas fornecem aproximadamente 90% de energia elétrica em todo o território brasileiro e 10% são utilizadas pelas usinas termelétricas ou nucleares.

  •  Biomassa


   A biomassa é utilizada na produção de energia a partir de processos como a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema, porém nem toda a produção primária passa a incrementar a biomassa vegetal do ecossistema.
    Parte dessa energia acumulada é empregada pelo ecossistema para sua própria manutenção. Suas vantagens são o baixo custo, é renovável, permite o reaproveitamento de resíduos e é menos poluente que outras formas de energias como aquela obtida a partir de combustíveis fósseis.
   A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas plantas que deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo.

  •     Energia geotérmica

                            

Energia geotérmica, também conhecida como geotermal, é aquela gerada através do calor proveniente do interior da Terra. Esse calor é transformado, na usina geotérmica, em eletricidade.
A energia geotérmica é considerada uma fonte renovável e limpa, pois gera baixos índices de poluição no meio ambiente. Pode ser obtida através das rochas secas quentes, rochas úmidas quentes e vapor quente.
Este tipo de energia deve ser aproveitado através de medidas cuidadosas com relação ao meio ambiente, pois pode provocar instabilidade geológica caso seja feita de forma inadequada. Outra providência é o tratamento de água proveniente das camadas subterrâneas, pois pode conter grande quantidade de minérios que prejudicam a saúde.

  •     Energia mareomotriz


                

     As ondas do mar possuem energia cinética devido ao movimento da água e energia potencial devido à sua altura. Energia elétrica pode ser obtida se for utilizado o movimento oscilatório das ondas. O aproveitamento é feito nos dois sentidos: na maré alta a água enche o reservatório, passando através da turbina, e produzindo energia elétrica, na maré baixa a água esvazia o reservatório, passando novamente através da turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo energia elétrica.

     Fontes: Sua Pesquisa, Brasil Escola
Postado por: Camila Prestes, Jéssica Galante

Programa de Biodisel beneficia mais de 105 mil familias

Roberto Vasconcelos planta soja há mais de 20 anos em Indápolis, distrito de Dourados, em Mato Grosso do Sul. Ele e mais de 105 mil famílias em todo o Brasil contribuem e são beneficiados com o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), uma iniciativa interministerial, criada em 2004, que atribui ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) a responsabilidade de operacionalizar a inclusão produtiva e qualificada dos agricultores familiares na produção do biodiesel.

As espécies vegetais utilizadas e com potencial para a produção do combustível renovável são soja, dendê, mamona, girassol, canola e gergelim, entre outras. E é a soja que Roberto planta e comercializa, a fim de melhorar a renda e ajudar a esposa e os três filhos, todos estudantes. “Estou na agricultura familiar há mais de 20 anos, é uma herança do meu pai. Ele plantava e eu, aos 16 anos, comecei a plantar, também”, lembra o produtor, que tem a ajuda de outros agricultores em sua produção. “Uma vez ou outra, minha esposa dá uma mão na hora do plantio”, completa.

Roberto Vasconcelos é, ainda, presidente da Associação dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar do município de Indápolis e região (Aproaf). “É uma associação pequena”, diz o agricultor, que há dois anos planta soja especificamente para empresas que produzem biodiesel. Ele explica que vende seu produto para cinco empresas – duas produzem o combustível. “Temos um bônus em cima do valor da venda, quando a empresa utiliza a nossa soja para o biodiesel”, comemora o produtor.

Números

Dados de 2011 mostram que a agricultura familiar foi beneficiada por quase 70% de usinas em todo o Brasil, que produziram 2,5 bilhões de litros/ano. Para isso, foi utilizado 1,9 milhão de toneladas de matéria-prima da agricultura familiar. “O agricultor familiar que participa do programa tem acesso garantido ao mercado, apoio total da indústria e garantia de renda ao final da safra”, considera o coordenador-geral de Biocombustíveis da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, André Grossi Machado. “O agricultor tem um contrato com a usina que paga o preço de mercado e garante um preço mínimo do produto para ele”, pondera.

A Região Centro-Oeste, onde fica o município de Roberto, possui 19 usinas produtoras e detentoras do Selo Combustível Social, que confere à empresa o status de promotor da inclusão social da agricultura familiar.

Sobre o Biodiesel
O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) visa promover a produção e uso do novo combustível em diversas regiões, a inclusão social e o desenvolvimento regional, gerando emprego e renda para o agricultor familiar.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) concede o Selo de Combustível Social aos produtores de biodiesel que geram essa inclusão social aos agricultores familiares e possibilitam a eles acesso a melhores condições de comercialização do biodiesel e alíquotas reduzidas do Programa de Integração Social (PIS/Pasep) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Fonte: MDA
Postado por: Dálety Castro,Veridiana Sasanowicz

Energia do Hidrogênio

Energia do hidrogênio:
A energia do hidrogênio é a energia que se obtém da combinação do hidrogênio com o oxigênio produzindo vapor de água e libertando energia que é convertida em eletricidade. Existem alguns veículos que são movidos a hidrogênio.
Embora não seja uma fonte primária de energia, o hidrogênio se constitui em uma forma conveniente e flexível de transporte e uso final de energia, pois pode ser obtido de diversas fontes energéticas  e sua combustão não é poluente, além de ser uma fonte de energia barata.
O uso do hidrogênio como combustível está avançando, havendo vários protótipos de carros nos países desenvolvidos que são movidos a hidrogênio, que gera eletricidade, e descarregam água em seus escapamentos. Calcula-se que já na próxima década existirão modelos comerciais de automóveis elétricos cujo combustível será o hidrogênio líquido.

Fonte: Unesp

Energia Meremotriz

    A energia dos mares é a energia que se obtém a partir do movimento das ondas, a das marés ou da diferença de temperatura entre os níveis da água do mar. Ocorre devido à força gravitacional entre a Lua, a Terra e o Sol, que causam as marés, ou seja, a diferença de altura média dos mares de acordo com a posição relativa entre estes três astros. Esta diferença de altura pode ser explorada em locais estratégicos como os golfos, baías e estuários que utilizam turbinas hidráulicas na circulação natural da água, junto com os mecanismos de canalização e de depósito, para avançar sobre um eixo. Através da sua ligação a um alternador, o sistema pode ser usado para a geração de eletricidade, transformando, assim, a energia das marés, em energia elétrica, uma energia mais útil e aproveitável.



A energia das marés têm a qualidade de ser renovável, como fonte de energia primária não está esgotada pela sua exploração e, é limpa, uma vez que, na transformação de energia não produz poluentes derivados na fase operacional. No entanto, a relação entre a quantidade de energia que pode ser obtida com os actuais meios económicos e os custos e o impacto ambiental da instalação de dispositivos para o seu processo impediram uma notável proliferação deste tipo de energia.
Outras formas de extrair energia a partir da energia das ondas oceânicas são, a energia produzida pelo movimento das ondas do oceano e de energia devido ao gradiente térmico, que faz uma diferença de temperatura entre as águas superficiais e profundas do oceano.

Fonte: Wikipedia

Biocombustiveis na Aviação Brasileria

      O Brasil pode assumir a liderança em biocombustíveis para aviação, a exemplo do protagonismo que conquistou no sector automobilístico, em que se tornou um dos primeiros países do mundo a ter a sua frota de veículos automóveis abastecida e movida com carburante limpos.
     Para tal, aquele país terá de superar diversos obstáculos de ordem científica, tecnológica, de produção agrícola e de políticas públicas, entre outras, por via da articulação das empresas do sector aeronáutico e de biotecnologia com instituições de pesquisa, Governo, integrantes da cadeia de produção de biocombustíveis e representantes da sociedade civil.
       A avaliação foi feita por participantes à conferência sobre biocombustíveis para aviação no Brasil, realizada na semana passada na sede da Embrapa, em Brasília, com o objectivo de discutir sobre a viabilidade técnica e financeira e o actual estado das pesquisas realizadas no Brasil sobre biocombustíveis que possam substituir o querosene em aviões comerciais.
      A programação do evento foi composta pelo Simpósio Nacional de Biocombustíveis de Aviação e pelo quinto seminário do Projecto Biocombustíveis Sustentáveis para a Aviação no Brasil, promovido pela Federação Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP), assim como os construtores aeronáuticos Embraer e Boeing e que decorreu até sexta-feira, em Brasília. O evento integra uma série de oito seminários previstos no acordo rubricado entre a FAPESP, a Embraer e a Boeing em Outubro de 2011 com o objectivo de estabelecer um centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação comercial brasileira, envolvendo as três instituições e baseado no modelo dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, voltados para realizar pesquisas nesse domínio do conhecimento.
     O sector da aviação, que contribui com dois por cento das emissões totais de gases de efeito estufa no planeta, está a enfrentar o desafio de reduzir para metade a emissão de dióxido de carbono em 2050, se comparado com a ano de 2005, e tornar as suas emissões de carbono neutras até 2020, conforme estabeleceu a Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA).
     De modo a reduzir o consumo e as emissões de gases de efeito estufa, os fabricantes de aviões tentam aumentar, nos últimos anos, a eficiência operacional das aeronaves por meio do desenvolvimento de motores mais modernos e eficientes e de optimizações aerodinâmicas, utilizando, por exemplo, estruturas e ligas metálicas mais leves no projecto dos jactos.

Com a forte expansão do transporte aéreo e o aumento da frota de aviões em circulação no mundo, essas medidas têm sido insuficientes. “Todo o esforço que temos feito na optimização do consumo de combustível e na utilização das aeronaves não será suficiente. O único caminho que devemos seguir, é em direcção aos biocombustíveis”, disse Emílio Matsuo, vice-presidente e chefe da engenharia do fabricante brasileiro Embraer.
    Matsuo e outros representantes do sector de aviação presentes no evento consideraram que o grande desafio científico e tecnológico é desenvolver um biocombustível a partir de qualquer biomassa que seja produzida em escala comercial e tenha um custo competitivo e que possa ser misturado ao querosene de aviação convencional na proporção de até 50 por cento, sem necessidade de realizar modificações nos motores e nas turbinas da actual frota de aeronaves que circula pelo mundo.
Postado por: Dálety Castro,Veridiana Sasanowicz

Óleos Vegetais e Biodiesel no Brasil

   As primeiras referências ao uso de óleos vegetais no Brasil datam da década de 1920. Posteriormente, algumas pesquisas foram desenvolvidas no Instituto Nacional de Tecnologia, no Instituto de Óleos do Ministério da Agricultura e no Instituto de Tecnologia Industrial de Minas Gerais. Neste último, em 1950, registraram-se estudos sobre o uso dos óleos de ouricuri, mamona e algodão em motores diesel de 6 cilindros.
   A partir dos anos 70, quando o crítico cenário energético mundial nos instigou a reduzir a dependência de petróleo importado, as pesquisas sobre óleos vegetais ganharam novo impulso.
     Em 1980, a Resolução nº 7, do Conselho Nacional de Energia, instituiu o Programa Nacional de Produção de Óleos Vegetais para Fins Energéticos (Proóleo). Entre outros objetivos, pretendia substituir óleo diesel por óleos vegetais em mistura de até 30% em volume, incentivar a pesquisa tecnológica para promover a produção de óleos vegetais nas diferentes regiões do país e buscar a total substituição do óleo diesel por óleos vegetais. Neste período, o país produzia cerca de 15% do petróleo consumido e os preços internacionais eram os mais elevados de toda a história, resultantes do segundo choque do petróleo. Nos primeiros anos, deu-se maior atenção à soja. A partir de 1981, ao amendoim, e em 1982 à colza e girassol. Em 1986, a ênfase passou ao dendê. A meta era, em cinco anos, produzir 1,6 milhão de metros cúbicos de óleos para fins energéticos. Contudo, a viabilidade econômica era questionável: em valores para 1980, a relação de preços internacionais óleos vegetais/petróleo, em barris equivalente, era de 3,30 para o dendê; 3,54 para o girassol; 3,85 para a soja e de 4,54 para o amendoim. Com a queda dos preços do petróleo a partir de 1985, a viabilidade econômica ficou ainda mais prejudicada e este programa foi progressivamente esvaziado, embora oficialmente não tenha sido desativado.
    Também no início dos anos 80, a Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério da Indústria e Comércio (STI/MIC), desenvolveu e lançou o Programa Nacional de Alternativas Energéticas Renováveis de Origem Vegetal, com algumas linhas de ação relacionadas aos óleos vegetais combustíveis, que levaram ao Programa OVEG, voltado especificamente para a comprovação técnica do uso dos óleos vegetais em motores ciclo Diesel, com a participação de institutos de pesquisa, órgãos técnicos do governo federal, fabricantes de motores, fabricantes de óleos vegetais e empresas de transportes. Foram desenvolvidos testes com ésteres puros (metílico e etílico) e misturas com 30% de éster metílico de óleo de soja, matéria-prima selecionada por sua maior disponibilidade.
    Em 1985, o Secretário de Tecnologia Industrial do MIC, Lourival Carmo Mônaco, afirmou com relação à substituição do diesel: “do ponto de vista técnico, está comprovado que os óleos vegetais constituem o substituto mais adequado, por não exigirem grandes modificações nos motores e apresentarem alto rendimento energético, segundo demonstraram inclusive testes de rodagem em caminhões e ônibus que acumularam mais de um milhão de quilômetros percorridos”. Quanto às limitações e benefícios, constatava: “embora os custos de produção e de transformação, calculados com base em culturas oleaginosas tradicionais de ciclo anual, sejam atualmente desfavoráveis em relação aos derivados de petróleo, não há dúvida de que os óleos vegetais extraídos de culturas perenes, pouco ou ainda não exploradas no país, poderão representar uma possibilidade interessante na substituição parcial ou total das frações mais leves do petróleo, principalmente o óleo diesel. Ademais, sua produção maciça irá resultar em grandes benefícios sociais decorrentes do alto índice de geração de emprego por unidade de capital investido”.
    No início dos anos 80, como resultado dessa primeira fase do biodiesel no Brasil, a empresa cearense Produtora de Sistemas Energéticos (Proerg) obteve a primeira patente brasileira de biodiesel, e produziu cerca de 300 mil litros de biodiesel utilizados nos testes. Essa empresa também desenvolveu um querosene aeronáutico à base de óleo vegetal, homologado no Centro Técnico Aeroespacial (CTA) em 1983.

Fonte: BiodiselBr
Postado por: Edgar L.

Fontes renováveis poluentes

Fontes renováveis poluentes: Em termos de biomassa, é certo que armazena um ativo de dióxido de carbono, formando a sua massa com ele e liberando o oxigênio de novo, enquanto para queimar novamente, combinam-se o carbono com o oxigénio para formar o dióxido de carbono novamente. Teoricamente o ciclo fechado não teria emissões de dióxido de carbono, apesar das emissões serem o produto de combustão fixo na nova biomassa. Na prática, é empregada a energia poluente no plantio, na colheita e na transformação, pelo que o saldo é negativo. Porém o saldo de energias não renováveis é muitas vezes mais negativo.
Além disso, a biomassa não é verdadeiramente inesgotável, mesmo sendo renovável. A sua utilização pode ser feita apenas em casos limitados. Há dúvidas quanto à capacidade da agricultura para fornecer as quantidades de massa vegetal necessário, se esta fonte se popularizar, que está se demonstrando pelo aumento de preços de grãos, devido à sua utilização para a produção de biocombustíveis. Por outro lado, todos os biocombustíveis produzidos produzem maior quantidade de dióxido de carbono por unidade de energia produzida ao equivalente fóssil. Mas essa emissão maior é absorvida na produção do biocombustível pelo processo de fotossíntese.
A energia geotérmica é muito restrita, não só geograficamente, mas algumas das suas fontes são consideradas poluentes. Isso ocorre porque a extração de água subterrânea em altas temperaturas geradas pelo arrastar para a superfície de sais minerais indesejáveis e tóxicos.

Fonte: Wikipedia

Europa baixa quota de biocombustíveis

     O aumento da quota de biocombustíveis a usar nos meios de transporte europeus pode fazer escalar ainda mais os preços dos cereais. É o dilema que se coloca aos ministros da Energia da União Europeia, reunidos em Chipre, na revisão das metas pós-2020.
Organizações não governamentais alertam que os solos começam a acusar a sobre-exploração de soja e milho. Além disso, o desvio destes cereais do mercado para consumo humano ameaça o sustento das populações mais pobres.
Num relatório chamado “Grãos da Fome”, a Oxfam pede para ser revista a meta de chegar aos 10% destes combustíveis em 2020.
“Todos os dias são usadas quantidades enormes de alimentos para colocar combustível nos depósitos dos automóveis. Vivemos num mundo em que mil milhões de pessoas são vítimas da fome. Isso é aceitável? A alternativa é ter um sistema de transportes mais inteligente, com mais transportes públicos e automóveis mais eficientes, nomeadamente elétricos”, defende Marc-Olivier Herman, da delegação da Oxfam em Bruxelas.
Os biocombustíveis fazem parte da estratégia para combater os gases com efeito de estufa, mas a Comissão Europeia já admitiu baixar o plafond para evitar estes efeitos negativos.
Já os produtores de biocombustível alertam que tal pode pôr em risco 50 mil postos de trabalho.

Fonte: EuroNews
Postado por: Edgar L.

Biocombustivel pela Petrobras

    As três usinas para a produção de biodiesel operadas pela Petrobras Biocombustível estão localizadas nos municípios de Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG). Investimentos em melhorias operacionais, realizados em 2009, ampliaram a capacidade total de produção dessas plantas de 171 mil m³/ano para 326 mil m³/ano. Encontra-se atualmente em andamento a obra de duplicação da seção de transesterificação, processo de separação da glicerina do óleo vegetal, da usina de Candeias, que agregará mais 108 mil m³/ano à capacidade instalada. Com isso, a capacidade total das três usinas passará a ser de 434 mil m³/ano.
    A Petrobras Biocombustível adquiriu 50% da BSBIOS Marialva. Localizada em Marialva (PR), a usina terá capacidade para produzir 120 mil m³/ano de diesel, e sua entrada em operação está prevista para 2010.
    Além desses empreendimentos, a empresa está adaptando uma planta experimental em Guamaré para operação comercial no final do primeiro semestre de 2010. Essa unidade terá capacidade de produção de 15 mil m³/ano e poderá processar uma gama muito variada de matérias-primas brasileiras. Uma segunda planta experimental, também em Guamaré, receberá em 2010 recursos para o desenvolvimento da tecnologia para produção de biodiesel completamente renovável, substituindo o metanol pelo etanol no processo de produção.
    Um importante avanço foi alcançado no ano com a conclusão do processo tecnológico para produção de biodiesel com óleo de mamona, dentro das especificações técnicas da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O trabalho foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) na Usina de Guamaré e garantiu à Petrobras o domínio completo da tecnologia. O combustível foi obtido com uma mistura de 30% de óleo de mamona e 70% de óleo de girassol, ambos produzidos pela agricultura familiar nos programas de suprimento de oleaginosas da empresa. Já na unidade de Candeias, foi feita em novembro a primeira entrega de biodiesel com óleo de mamona em sua composição.

Fonte: Petrobras
Postado por: Dálety Castro,Veridiana Sasanowicz

Biodiesel Energia Renovável


Postado por: Nicolas P.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Biocombustíveis mais utilizados


Alguns dos biocombustíveis mais utilizados:

• Álcool ou Etanol: Desenvolvido a partir da cana-de-açúcar, passou a ser usado em grande
escala em 1983. Etanol ou álcool etílico é um líquido incolor, inflamável e de odor
característico. É composto por moléculas com um grupo de hidroxila ligadas a um de
carbono. É miscível em água e em outros compostos orgânicos. Sua maior produção está na
cidade de São Paulo, onde terras que cultivavam produtos alimentícios foram ocupadas
pelos canaviais.
• Biodiesel: Desenvolvido a partir de fontes renováveis de energia livre de enxofre. É
produzido pelas sementes da mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim, soja e pela
beterraba. O biodiesel é um ótimo lubrificante, aumenta a qualidade do motor, possui baixo
risco de explosão, não libera resíduos no motor, aceita misturas com o diesel, absorvemenor quantidade de oxigênio, é constituído por carbono neutro capturado pelas plantas, é
econômico e gera empregos nas áreas rurais e urbanas.
• Bio-etanol: É todo etanol obtido através de processos em que a biomassa seja a matériaprima, por exemplo, a cana-de-açúcar, o milho e a celulose. O bio-etanol, substituto da
gasolina, permite uma redução de 12% na emissão de gases poluentes. A utilização deste
combustível envolve polêmica, pelo fato da utilização de alimentos como o milho, visto
que poderia ser utilizado para a alimentação.
• Biogás: É um gás inflamável produzido por microorganismos presentes na matéria
orgânica em decomposição (esterco, bagaço vegetal, palha e lixo). É aproveitado e retirado
por um aparelho chamado biodigestor instalado em sítios e fazendas. O biogás pode ser
usado em motores, geradores, motopicadeiras, resfriadores de leite, aquecedor de água,
geladeira, fogão, lampião, lança-chamas entre outros.
• Biomassa: Biomassa é a matéria orgânica utilizada na produção de energia. As biomassas
mais utilizadas são: a lenha, o bagaço da cana-de-açúcar, galhos e folhas de árvores, papéis,
papelão, entre outros. A biomassa se destaca pela alta densidade energética e pelas
facilidades de armazenamento, conversão e transporte. Embora seja bastante vantajosa a
utilização da biomassa, é necessário ter-se controle sobre as áreas desmatadas.
• BTL: BTL (Biomass-to-Liquids) é um combustível líquido obtido através do Processo
denominado Fischer-Tropsch. O processo consiste em transformar a biomassa em gás,
empregando-se normalmente o oxigênio. O BTL é utilizado apenas em veículos equipados
com motores a diesel sem modificações e apresenta apenas 10% dos poluentes produzidos
pelos combustíveis fósseis.
• E85: O E85 é um combustível líquido, usado em veículos, composto por 85% de etanol e
15% de gasolina pura. Estima-se que com o uso do E85, haja uma redução de 13% na
emissão de gases poluentes em relação à gasolina.• Etanol Celulósico: Etanol celulósico é o etanol obtido através da celulose, um
componente da biomassa. O desenvolvimento de etanol celulósico pode trazer dois
benefícios: a viabilidade da criação de centros produtores de biocombustíveis e o fim da
ameaça de desabastecimento da indústria alimentícia, utilizando partes de plantas (bagaços,
folhas e caules) como matéria-prima.
• Óleo Vegetal: O óleo vegetal é uma gordura obtida através das plantas,
predominantemente, das sementes. Os óleos vegetais são usados como óleo de cozinha,
como lubrificante, na fabricação de produtos, na pintura e como combustível. Por ser uma
fonte de energia renovável, o óleo vegetal apresenta enormes vantagens nos aspectos
ambientais, sociais e econômicos. Os motores que trabalham alimentados a óleo vegetal
funcionam normalmente, com um pequeno aumento de consumo de combustível.

Postado por: Dálety Castro

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Biocombustível

   Biocombustível é todo combustível derivado de fonte orgânica e não fóssil, como por exemplo, o álcool etanol, a biomassa ou o biodiesel. Sua aplicação é bastante antiga e extensa, ao contrário do que possa parecer devido à supervalorização do biodiesel atualmente.

   O que fez com que os biocombustíveis virassem moda nos últimos anos foi, principalmente, uma melhora na tecnologia para utilização desses combustíveis e o crescente aumento no preço do petróleo, além é claro do apelo ambiental.

 Quais são as vantagens do uso dos biocombustíveis?


  • Possibilita o fechamento do ciclo do carbono (CO2), contribuindo para a estabilização da concentração desse gás na atmosfera (isso contribui para frear o aquecimento global);
  • No caso específico do Brasil, há grande área para cultivo de plantas que podem ser usadas para a produção de biocombustíveis;
  • Geração de emprego e renda no campo (isso evita o inchaço das cidades);
  • Menor investimento financeiro em pesquisas (as pesquisas de prospecção de petróleo são muito dispendiosas);
  • O biodiesel substitui bem o óleo diesel sem necessidade de ajustes no motor;
  • Redução do lixo no planeta (pode ser usado para produção de biocombustível);
  • Manuseio e armazenamento mais seguros que os combustíveis fósseis.
   Quais são as desvantagens do uso dos biocombustíveis?
  • Consome grande quantidade de energia para a produção;
  •  Aumento do consumo de água (para irrigação das culturas);
  • Redução da biodiversidade;
  • As culturas para produção de biocombustíveis consomem muitos fertilizantes nitrogenados, com liberação de óxidos de nitrogênio, que também são gases estufa;
  • Devastação de áreas florestais (grandes consumidoras de CO2) para plantio das culturas envolvidas na produção dos biocombustíveis;
  • Possibilidade de redução da produção de alimentos em detrimento do aumento da produção de biocombustíveis, o que pode contribuir para aumento da fome no mundo e o encarecimento dos alimentos;
  • Contaminação de lençóis freáticos por nitritos e nitratos, provenientes de fertilizantes. A ingestão desses produtos causa problemas respiratórios, devido à produção de meta-hemoglobina (hemoglobina oxidada);
  • A queima da cana libera grandes quantidades de gases nitrogenados, que retornam ao ambiente na forma de “chuva seca” de fertilizantes, segundo pesquisa do químico ambiental Arnaldo Cardoso e publicada na revista “Unesp Ciência, edição de fevereiro de 2010.  Nos ambientes aquáticos, o efeito é muito rápido: proliferação de algas, com liberação de toxinas e consumo de quase todo oxigênio da água, o que provoca a morte de um grande número de espécies.
Postado por: Camila Legramante Prestes